Crenças
Todo escritor possui uma enorme vontade de registrar suas percepções, e são através dos seus textos que ele se expressa.
Quando não temos um assunto específico, a gente busca a inspiração num processo de introspecção que exige um pouco de concentração.
Hoje, pra variar, não foi diferente. Acordei com uma grande vontade de escrever, mas não tinha um tema ou um assunto definido, aí comecei a rabiscar um papel, em busca da inspiração que não chegava.
Busquei uma frase muito conhecida entre nós: "A esperança é a última que morre"
E tomei a liberdade de completa-la:
" A esperança é a última que morre e a primeira que ressuscita"
Falo isso, porque são nos momentos de desesperança, quando estamos prestes a jogar a toalha, que ela ressurge com mais intensidade.
Quando a gente deseja muito alguma coisa e não encontramos uma resposta pra uma situação delicada, costumamos recorrer à nossa fé, né verdade?
A fé é uma crença inabalável. É uma confiança total em algo ou em alguém, mesmo não existindo evidências físicas ou científicas. Envolve esperança, lealdade e aceitação de verdades, muitas delas, imensuráveis.
As pessoas mais céticas e pragmáticas substituem a palavra fé por persistência, trabalho ou perseverança. Também é característico destas pessoas, usarem frases ou jargões pra expressarem a sua falta de crença:
Enquanto a fé move montanhas, eu prefiro construir túneis!
Quem tem fé vai a pé, eu costumo ir de carro!
Eu não sou ateu, mas prefiro ser à toa!
Nada contra a descrença das pessoas ou que elas sejam à toa na vida, mas que sejam crentes das suas obrigações e responsabilidades.
O nosso mundo e a nossa sociedade têm espaço pra todos!
Vale o episódio:
Um certo dia, em plena Lavagem do Bomfim, um senhor, médico, pesquisador, cientista, ateu convicto, se deparou com uma cena, que chamou sua atenção:
Um jovem fiel, estava subindo a Colina Sagrada de joelhos... Ele parou e lhe perguntou:
_ Mas por que tanto sacrifício? Isso não é um martírio pra você?
O jovem fiel, exausto e ensopado de suor lhe respondeu:
_ Não é sacrifício e muito menos penitência. É algo que eu acredito e que devo ao meu Senhor, pelas graças alcançadas. Isso nós chamamos de fé!
O senhor que tinha se espantado com aquela cena tão exaustiva, tinha saído de casa de Uber Confort e foi curtir a parte profana da festa, esquecendo, por um momento, a sua parte religiosa.
Naquele dia, o senhor, curtiu a festa, tomou algumas biritas e voltou pra casa, desta vez, de Uber moto...
Depois de um bom banho, sentou-se no sofá da sala, se serviu de uma long neck bem gelada e decidiu rever seus conceitos sobre fé!
De alguma forma a imagem daquele jovem tocou seu coração!
Mauricio Fontoura
Abril / 2026
Como vc falou, mesmo sem a inspiração naquele momento, vc acertou a mão nesse texto. Obrigado.
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