Toada da Vida
Esta semana ouvi uma música de um cantor angolano, Kakinda do Seles, que fala da brevidade da vida e como devemos leva-la.
Na letra da sua música ele fala que a vida é casa alugada e nós somos só inquilinos.
Tanto a melodia da música, quanto a sua letra, além de serem lindas, me ajudaram a refletir o quanto a nossa vida é efêmera e passageira.
Os filhos nascem, crescem e quando nos damos conta, eles já saíram de casa. Partem deixando saudades e levam consigo, um pedaço dos nossos corações.
Dentro da sua bagagem, levam a leveza da juventude, a vontade de viver novas aventuras e experimentar novas sensações.
O fator tempo se encarrega de reger a vida da maioria das pessoas. Por ele ser fugaz, as pessoas não atentam como seus dias são vorazmente consumidos por ele.
Essa pressa insana desvia a nossa percepção sobre o tempo, salvo às vezes que nos olhamos no espelho e percebemos como ele é cruel e implacável.
Ele passa e quando acordamos, percebemos que a nossa juventude já foi embora e a maturidade também ja bateu na nossa porta!
Os amigos de longa data, também envelheceram, muitos deles somem da nossa vida e você só lembra deles quando encontra um amigo em comum e que na breve conversa, fala um pouco deles: lembra de fulano ou de beltrano?
Nesse momento, você faz uma viagem ao túnel do tempo e relembra dos amores juvenis que se perderam no tempo, dos seus medos, dos fantasmas que habitavam seus pensamentos e o quanto você era corajoso e destemido.
A idade chega e essa rebeldia é arrefecida pelas suas limitações naturais.
Você deixa de ser valente, indestrutível e passa a ser mais comedido e resiliente com as pessoas e com tudo ao seu redor.
A nossa vida passa a ser mais respeitada, contemplada na sua essência e na sua plenitude!
E os bons momentos vividos?
Eles serão o "elixir" da nossa maturidade!
Eles estarão gravados na nossa memória e de vez em quando, sempre será muito bom recorda-los!
Afinal, nossa vida é uma casa alugada e nós somos seus inquilinos!
Né, verdade?
Mauricio Fontoura
Maio / 2026
Disse tudo meu irmão, concordo plenamente. Por isso, repetindo a letra da música de Kakinda do Seles, ame mais, abrace mais e perdoe mais, pois é isso que vale nessa Vida que é mesmo uma casa alugada.
ResponderExcluirAdmiro muito a sua capacidade de linkar elementos do cotidiano a reflexões que poucos conseguem descrever! E compartilhar isso é absolutamente valioso!
ResponderExcluirMinha curiosidade é sempre compensada pelos seus textos que combinam sempre com nosso cotidiano. Obrigado meu amigo.
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