Descarnavalizou
Há exatos 12 meses eu escrevia meu primeiro texto - A Máscara.
Depois dele vieram alguns outros que oscilaram entre crônicas do nosso cotidiano e anedotas.
Hoje eu vou me ater ao primeiro, porque ele marcou o inicio das minhas reflexões e questionamentos, como também, percebí que a máscara ganhou outros contornos um tanto quanto curiosos.
Hoje da janela do meu quarto eu vi uma jovem de máscara passeando com seu cachorrinho de máscara também! Do décimo primeiro andar tive que apurar a vista pra acreditar e tentar entender aquela atitude e encontrei algumas respostas, mas nenhuma coerente a tal ponto, que justificasse tanto cuidado, zelo ou será, paranoia?
Tem gente comprando a rodo máscaras com tecido antibacteriano no embalo da proteção, esquecendo que o Covid-19 é um vírus e não uma bactéria!
Sem contar aqueles atletas de final de semana que acertadamente saem pra se exercitar: caminhar, correr ou pedalar ao ar livre , mas erroneamente, colocam uma máscara que bloqueia a oxigenação ideal do sangue, gerando uma fadiga maior e uma respiração descompensada.
Portanto, ao ar livre, sem aglomeração, só faça uma coisa: respire e perceba o quanto é gostoso respirar!
E o Carnaval que chegou e não rolou?
O bloco dos Mascarados não saiu porque seus foliões cansaram de usar sua alegoria principal o ano todo. Até surgiram algumas ideias, como o Carnaval na Varanda, patrocinado por uma cervejaria , mas não emplacou e ficou longe de ser empolgante.
O lock down chegou e agora às 22:00 h ninguém na rua, todos em casa.
Mudou alguma coisa?
E os nossos velhinhos, agora vacinados, imunizados e em casa.
Mudou muita coisa?
Não seria mais interessante se imunizássemos inicialmente os profissionais de saúde (como foi feito), os professores e toda a população economicamente ativa dos 30 aos 60 anos ?
O programa de imunização, desta forma não seria mais célere e eficiente?
E pra não passar em branco, o que vcs acharam do leão de chácara, fortão, bombado, aloprado e negacionista que botou a boca nas redes sociais, sem máscara, espalhando a saliva da discórdia, girando sua metralhadora verbal, recheada de palavrões e impropérios, que não poupou ninguém, atingindo inclusive os togados da corte?
Ele pensou que não ia dar em nada, mas deu...
O leão virou gatinho!
Mauricio Fontoura
Fevereiro / 2021
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