Marternidade
Ser mãe...
Hoje, amanheceu com o tempo frio e chuvoso, bem característico do inverno e propício pra um almoço familiar em homenagem àquela que é a razão da nossa existência e protagonista deste texto.
Gostaria de falar sobre ela e encontrar palavras que representem o seu papel nas nossas vidas, mas amanheci sem inspiração.
Gostaria de falar sobre sua importância na nossa formação e os anos dedicados e investidos na nossa educação, mas continuo sem inspiração.
Queria também falar sobre as horas de sono perdidas em prol à nossa atenção, mas a inspiração teima em não vir!
Ela lembra muito bem qdo nós nascemos, da primeira mama, da primeira papinha, do primeiro dentinho, da primeira engatiada e dos nossos primeiros passos.
Já, nós, não lembramos de nada disso.
Ela lembra muito bem também do primeiro banho de banheira e do curativo do nosso umbigo, do primeiro machucado e do primeiro dia na escola.
Já, nós, muito provavelmente não nos lembramos destes momentos .
Sabíamos sim que ela sempre foi a guardiã dos nossos medos , pesadelos e fantasmas. Reconhecíamos pelo seu cheiro, pela sua voz ou pelo seu aconhego. Nos momentos de falta e saudade procurávamos a sua cama, travesseiro ou camisola pra amenizar a dor da sua ausência... por mais momentânea que fosse!
A infância passou, a juventude idem e agora na fase adulta (a mais longa das fases) a nossa fiel escudeira permanece ao nosso lado, percebem?
Queria ter acordado mais inspirado pra escrever mais e mais sobre esta doce e tão presente criatura que preenche nossas vidas, mas confesso que não estou inspirado.
Portanto, me despeço desta narrativa dizendo apenas:
Mama, te amo e o nosso muito obrigado!
Maurício Fontoura
Maio / 2023
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