O cara
Sim. Ele foi o cara!
Entre a bola e ele existia uma química que encantava todos nós.
Ao mesmo tempo que o admirávamos o temíamos com a bola nos pés.
Sua genialidade era assombrosa, seu temperamento explosivo e sua raça em campo era bonita de se ver.
O futebol há tempo perdeu seu encanto.
A subjetividade foi substituida pela velocidade, o improviso pelo esquema tático engessado, o drible pelo dois toques, o craque pelo corredor e a arte pelo trivial.
Sim. Ele se foi e com ele sua genialidade.
Ah como eu queria ter jogado com e como ele!
Ah como eu queria ter jogado com Zico, Romário, Careca, Zidane, com o Ronaldo, o fenômeno e o gaúcho e claro, como eu queria ter jogado com e como ele!
Peça única e rara, por isso, tão valiosa.
Copa do Mundo de 1982 eu colecionava as figurinhas do álbum da Copa que vinham juntas no envelope de chiclete e me lembro quando na fila da escola eu abrí um dos envelopes e quem tava lá?
Ele, cabeludo e marrento com aquela camisa temível, com listas brancas e azuis claras.
Ah como vibrei!
Hoje ficamos órfãos pela segunda vez.
A primeira foi quando ele parou de jogar
E agora com sua partida, ficamos órfãos em definitivo da sua magia e do seu encanto.
Hoje é um dia triste pra mim e pra tantos outros apaixonados pelo futebol arte.
Hoje eu perdi um ídolo.
Adiós Dieguito e descanse em paz, meu craque!
** Homenagem à Diego Armando Maradona
Mauricio Fontoura
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